sábado, 11 de agosto de 2012

XXIII

O gosto da buceta
Essa boca muda
Que me fala em silêncio
O segredo das entranhas
Que minha lingua roça
Cujos lábios beijo
Porta hermética
Que esconde o mistério
Da vida
Ao agasalhar o malho
Em seu talho profundo
Me perdendo no infinito
Universo sensível do buraco
Negro que traga impassível
O jorro luminoso da existência
Que é a buceta senão
A estrada que leva
Do nada ao Ser
No contínuo vai e vem
Do movimento ritmado.


Nenhum comentário:

Postar um comentário