sábado, 11 de agosto de 2012

XV


Não me castigue mais minha amada
Com teus versos de ausência
Quero sentir-te a delicada presença
E arrancar de teus lábios
Os beijos de outrora.
 
Não me diga mais nada
Daquilo que estamos fartos até a alma
Quanto sofre o pobre amante
Até colher a flor amada
Mantendo-a viva em versos inflamados.
 
Beija-me a boca,
Enquanto colho em teu regato
Todas as promessas que foram adiadas
Fazendo parecer esse momento
Aquele mesmo tempo antes imaginado.

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