sábado, 11 de agosto de 2012

XVIII

Poema de amor
À beira do mar infindo
Que teima me rasgar a carne
Me sinto a alma fugindo
Qual a gaivota que ronda
A onda lambe a praia
E desnuda a areia pura
Molha a moça de saia
A espuma de profunda alvura
Em evoluções fugidias
Trazida em ondas de loucura
Beija as pernas alvadias
Enquanto no espelho amarrotado
Cintila o intenso dourado
Do astro em seu leito profundo
O mar em seu sagrado túmulo
Me conta em sussurros
A dor em cúmulos urros
Geme amores afogados 
Em seus líquidos braços
Libertam-se almas ao espaço
Trazido à praia deserta
O velho vaso abandonado
Da alva alma liberta
Encontra enfim seu regaço

Copacabana - 2012

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