Mãos que dão adeuses
Como estas que agora agitas
Com força impotente
As ondas que me roubam a alegria.
Estas mãos que minhas mãos tocaram
Outrora fortes, hoje vazias
Confusas na própria imperícia
Arrancam-me do jardim das delícias
Empurrando-me a profundas agonias
Destas que meus olhos já flertaram.
Que estas mãos encontrem outras mãos
E que no carinho delas encontre a paz imperecível
O calor suficiente das vontades satisfeitas
Sem que o monstro do silêncio
Corrompa as estruturas do real...
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