sexta-feira, 17 de agosto de 2012

XXIX

Noites cariocas qualquer
envolto em pequenas fumaças
que circundam ruas estreias
avenidas amplas de saudades
atropeladas pelo som insistente
do pulsar descompassado
de um coração que bate insistente
na amplidão de um mar que insiste
na plena solidão de uma luz
da brasa que queima rubra
descompassada de ritmo no peito
que vaga ao som do mar pela
orla da cidade que vibra madrugada.

Noites quaisquer noites carioca
que sorri em plenos lençóis
envolto na fumaça de estreita
solidão de saudades desfeitas
na luz de um mar que vibra
ao som da orla madrugada
no vai e vem de ônibus
cruzando estrada infinita
luz que queima a brasa viva
de braços em abraços perfeitos
de círculos desfeitos na amplidão
de avenidas que se cruzam.

Cariocas noites...



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