sábado, 11 de agosto de 2012

XIX


Um dia assim
Um gosto diferente
Abrir em mim
Uma ferida indolente
Em meus olhos carmim
Uma lágrima plangente.
 
Como uma vaga n'alma
Um gosto de falta
Uma antiga agalma
Pinta a noite alta
Que meus olhos contemplam
Como se fosse o céu
Nossa profunda ribalta.
 
Escreves nas profundezas
Donde sou indefinido
O silêncio endurecido
De tua delicadeza
É trazer à tona
O fantasma da tristeza
De um tempo preterido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário